ROTA DO VINHO VERDE

Rotas e Itinerários que vão de encontro ao coração da produção do Vinho Verde

     A impressionante beleza da região do Minho serve de cenário à Rota dos Vinhos Verdes. Percorrer esses caminhos é descobrir as origens e sabores da milenar cultura vinícola e mergulhar a fundo na História de Portugal.

 

 

Mapa das Regiões de Produção de Vinho Verde

 

 

   

 

    Quintas, adegas, restaurantes, unidades de alojamento e empresas de animação turística, uniram-se para oferecer múltiplas atividades e itinerários, proporcionando experiências únicas e memoráveis na Rota dos Vinhos Verdes, num destino de vinho por excelência. 

 

    Ao longo de 49 concelhos, que abrangem todo o noroeste de Portugal, é possível desfrutar de praias e montanhas, vales e rios, e de uma paisagem única onde o verde, que dá nome ao vinho, é a cor dominante.

 

    Cidades Património da Humanidade e um valioso conjunto de monumentos de várias épocas, salpicam a região e são, por si só, um motivo para a visitar. A tradição e a modernidade na cultura e produção do Vinho Verde aliam-se para proporcionar momentos de prazer em quintas modernas, seculares ou familiares, onde a hospitalidade das gentes não deixará de seduzir os visitantes.

Parta à descoberta da Rota dos Vinhos Verdes e deixe-se apaixonar por um vinho único! (Fonte externa: www.vinhoverde.pt)

 

 

 

 

 

 

 

 

Carte du vignoble du vinho verde au Portugal CC BY-SA 3.0

 

 

 

 

    A atual Região dos Vinhos Verdes estende-se por todo o noroeste de Portugal, numa altitude inferior aos 700 metros, na zona tradicionalmente conhecida como “Entre-Douro-e-Minho”, ocupando uma área total de cerca de 21.000 ha de vinha, o que corresponde a cerca de 15% da área vitícola portuguesa. Os seus limites geográficos estão naturalmente definidos (Fonte externa: www.vinhoverde.pt).

 

• A norte o rio Minho que estabelece parte da fronteira com a Espanha;

• A sul o rio Douro e as serras da Freita, Arada e Montemuro;

• A este as serras da Peneda, Gerês, Cabreira e Marão;

• A oeste o Oceano Atlântico.

 

 

 

Distribuição das castas principais pelas sub-regiões da Área de produção da DO Vinho Verde:

 

 

SUB-REGIÃO DE AMARANTE

    Localizada no interior da Região, a sub-região de Amarante encontra-se protegida da influência do Atlântico e a uma altitude média elevada, pelo que as amplitudes térmicas são superiores à média da Região e o Verão mais quente. Estas condições favorecem o desenvolvimento de algumas castas de maturação mais tardia: Azal e Avesso (brancas), Amaral e Espadeiro (tintas). O solo é granítico, tal como na maior parte da Região. Os vinhos brancos apresentam habitualmente aromas frutados e um título alcoométrico superior à média da Região. Mas é dos tintos que vem a fama da sub-região de Amarante, uma vez que as condições edafo-climáticas referidas favorecem uma boa maturação das uvas, sobretudo da casta Vinhão, o que permite obter vinhos com cor carregada e muito viva, apreciada pelo consumidor regional.

 

 

SUB-REGIÃO DO AVE

Na sub-região do Ave há videiras espalhados por mais de bacia hidrográfica do rio Ave, em uma área com alguma topografia irregular e uma baixa altitude, é mais exposto a ventos do mar. Assim, o clima apresenta uma baixa gama de temperaturas e valores médios de chuva. Diante deste contexto, este sub-região produz principalmente vinhos brancos, com uma nitidez e cores vivas tons florais e de frutas cítricas. Os Arinto e Loureiro castas são encontrados através de saída do sub-região, e são adequados para este tipo de clima ameno, devido ao tempo que leva-los a amadurecer, o que não é nem cedo nem tarde. Aqui, a casta Trajadura amadurece cedo e é, portanto, mais suave. Isso fornece o complemento perfeito para a selecção de vinhos Arinto e Loureiro.

 

 

SUB-REGIÃO DE BAIÃO

    A sub-região de Baião encontra-se na Região dos Vinhos Verdes, no seu limite com a Região do Douro. Localiza-se no interior da Região a uma altitude intermédia, condições que criam um clima menos temperado, com Invernos mais frios e menos chuvosos, e meses de Verão mais quentes e secos. Estas características permitem o amadurecimento correto das castas de maturação mais tardia, por exemplo o Azal e o Avesso (brancas) e o Amaral (tintas), com maiores exigências de calor no final do ciclo. Esta sub-região tem-se afirmado na produção de vinhos brancos de grande notoriedade a partir da casta Avesso, juntando aroma intenso e frutado a uma acidez viva.

 

SUB-REGIÃO DE BASTO

    A sub-região de Basto é a mais interior da Região, encontrando-se a uma altitude média elevada, estando por isso resguardada dos ventos marítimos. O clima é mais agreste, Inverno frio e muito chuvoso (à parte do vale do Lima é onde mais chove em toda a Região) e o Verão bastante quente e seco, favorecendo castas de maturação tardia como é o Azal (branca), o Espadeiro e o Rabo-de-Anho (tintas). É nesta zona que a casta Azal atinge o seu máximo potencial e permite obter vinhos muito particulares, com aroma a limão e maçã verde, muito frescos. Existe ainda uma considerável produção de Vinhos Verdes tintos que apresentam muita vinosidade e uma boca cheia e fresca.

 

SUB-REGIÃO DO CÁVADO

 

    Tal como na sub-região do Ave, na sub-região do Cávado a vinha está localizada um pouco por toda a bacia hidrográfica do rio que lhe deu o nome, bastante exposta aos ventos marítimos, numa zona de relevo irregular e a uma baixa altitude. Estes fatores implicam um clima ameno, sem grandes amplitudes térmicas e com uma pluviosidade média anual intermédia. Nesta sub-região além dos solos graníticos, existe uma faixa de solos de origem xistosa, não sendo no entanto a sua abrangência significativa. Este clima é adequado à produção de vinhos brancos, sobretudo das castas Arinto, Loureiro e Trajadura, que se adaptam na perfeição a estas condições. São vinhos com uma acidez moderada e notas de frutos citrinos e pomóideas (maçã madura e peras). Os vinhos tintos produzidos no vale do Cávado são na sua maioria lotes de Vinhão e Borraçal, apresentam uma cor intensa vermelho granada e revelam aromas a frutos frescos. Na boca evidenciam toda a frescura climática da sub-região onde são produzidos.

 

 

SUB-REGIÃO DO LIMA

 

    Em termos de amplitudes térmicas a sub-região do Lima está numa posição intermédia relativamente às restantes sub-regiões. No entanto, é onde a precipitação atinge valores mais altos. A altitude a que a vinha se encontra plantada é variável e aumenta do litoral para o interior, onde o relevo também é mais irregular, originando alguns microclimas no interior do vale do Lima, existindo por vezes referências a baixo Lima e alto Lima. Tal como na sub-região do Cávado, além dos solos graníticos, existe uma faixa de solos de origem xistosa, não sendo no entanto a sua abrangência significativa. Os vinhos brancos mais afamados desta sub-região são produzidos a partir da casta Loureiro. Os aromas são finos e elegantes e vão desde o citrino (limão) até ao floral (rosa). As castas Arinto e Trajadura encontram-se também bem disseminadas neste local, pois adaptam-se bem a climas amenos influenciados pelos ventos marítimos. Os vinhos tintos são produzidos principalmente a partir da casta Vinhão e Borraçal. Habitualmente, é nas zonas mais interiores desta sub-região que os vinhos tintos apresentam um melhor potencial, devido às condições climáticas que condicionam a maturação.

 

 

SUB-REGIÃO DE MONÇÃO E MELGAÇO

    A sub-região de Monção e Melgaço possui um microclima muito particular, sendo exclusiva nas castas Alvarinho (branca) e Pedral (tinta) e divide com a sub-região de Baião a recomendação para o Alvarelhão (tinta), três castas de maturação precoce.

Nesta sub-região os solos são de origem granítica, existindo em alguns locais faixas com calhau rolado. Este microclima caracteriza-se por Invernos frios com precipitação intermédia, ao passo que os Verões são bastante quentes e secos, o que denota uma influência atlântica limitada. A sub-região desenvolveu-se à volta da margem sul do rio Minho numa zona de meia encosta. Os vinhos extremes da casta Alvarinho são o ex-libris da sub-região de Monção e Melgaço.

 

   

SUB-REGIÃO DE PAIVA

    A sub-região do Paiva está, a par com a do Lima, numa posição intermédia relativamente às amplitudes térmicas e temperaturas altas de Verão que se verificam na Região. Pelo contrário, já não está no grupo das sub-regiões com maiores índices de precipitação, uma vez que não está tão exposta à influência no mar, está mais no interior e a uma altitude superior. Será por esta razão que as castas tintas Amaral e, sobretudo, Vinhão, atingem estados ótimos de maturação e produzem alguns dos Vinhos Verdes tintos mais prestigiados de toda a Região. Relativamente aos vinhos brancos, são obtidos a partir das castas Arinto, Loureiro e Trajadura, adaptadas a climas temperados e, por isso, comuns a quase toda a Região dos Vinhos Verdes, mas aqui com uma aliada que é o Avesso, casta mais característica das sub-regiões interiores.

 

 

SUB-REGIÃO DE SOUSA

 

    Tal como nas sub-regiões do Ave e do Cávado, o clima é ameno, as amplitudes térmicas são baixas, assim como o número de dias de forte calor durante o Verão. Relativamente à pluviosidade, também se caracteriza por estar abaixo da média. Esta pode ser considerada uma sub-região de transição, uma vez que não está diretamente exposta à influência atlântica, no entanto, esta influência faz-se sentir devido ao relevo pouco acentuado. Trata-se de uma zona interior mas sem Invernos fortes e Verões muito quentes. As castas principais são as típicas dos locais mais amenos, Arinto, Loureiro e Trajadura, às quais se juntam o Azal e Avesso que têm uma maturação mais exigente. Relativamente aos Vinhos Verdes tintos vinificam-se as castas Borraçal e Vinhão, disseminadas por toda a Região, e ainda o Amaral e o Espadeiro. Este último muito utilizado para a produção de vinhos rosados.

 

 

    A sub-região de Alvarinho, que tem uma rota própria. Ali se podem visitar, além daquelas localidades, Valença, Vila Nova de Cerveira ou Caminha, todas elas de grande pitoresco. Como em quase todas as cidades da Rota, as zonas ribeirinhas, cheias de frescura, contrastam com o granito dos muitos solares e monumentos característicos do norte de Portugal. Tal como em Viana do Castelo (outrora Viana da Foz do Lima), Arcos de Valdevez, Ponte da Barca Ponte de Lima devem o seu nome aos rios que as percorrem. Barcelos, à beira do Cávado, ou Amarante, junto ao Tâmega, são também cidades a visitar, cheias de história e tradição. Mas ainda faltam as mais importantes cidades patrimoniais da região: Braga e Guimarães. 


    Braga, onde se destacam a Sé e as muitas igrejas próprias da mais antiga diocese do país, pode ser porta de entrada para o Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde ficam as aldeias de Castro Laboreiro e do Soajo no extremo da região do Vinho Verde. Na última, o antigo conjunto de espigueiros de pedra onde ainda hoje se guardam os cereais é a não perder; Guimarães, cujo centro histórico é Património Mundial, mantém o castelo e a traça medieval duma localidade conhecida como berço da nacionalidade portuguesa. Ao longo dos rios Sousa, Tâmega e Douro encontramos ainda o património rústico e despojado da Rota do Românico

 

 

 

Disponibilidade: Disponivel

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